sexta-feira, 20 de novembro de 2009

A Cabana



No meio de tantos livros mau intencionados que dominam as prateleiras - marcados por ironias, intrigas, revanchismo - ler um livro como esse é revigorante. É apenas mais uma forma de se tentar compreender o amor de Deus por nós e o sentido do sofrimento que enfrentamos ao longo da vida, mas é feita de forma especial. Um homem que passa pelo pior sofrimento que um pai pode passar, se encontra com Deus numa cabana, e Deus o faz compreender o amor e o perdão através da sua perda. O perdão existe em 1º lugar para aquele que perdoa, para libertá-lo de algo que vai destruí-lo, que vai acabar com sua alegria e capacidade de amar integral e abertamente . Ou seja, se você não é capaz de perdoar, como espera ser perdoado por Deus? O livro é uma metáfora que, a meu ver, tenta ser fiel à Bíblia, não sendo o objetivo do autor inventar coisas sobre Deus, como pode parecer num primeiro momento. Eu acredito que são experiências que o próprio autor vivenciou e nelas procurou entender a presença de Deus, tal como muitos de nós buscamos conhecer a Deus nas nossas experiências - como muito bem explicado por S. Paulo Apóstolo: o universo está em Deus, nele andamos, vivemos e somos - e é por isso mesmo que o leitor inevitavelmente se identificará com algumas passagens. Enfim, é uma mensagem a ser passada adiante...

sábado, 7 de novembro de 2009



Se não puderes ser um pinheiro, no topo de uma colina,
Sê um arbusto no vale mas sê
O melhor arbusto à margem do regato.
Sê um ramo, se não puderes ser uma árvore.
Se não puderes ser um ramo, sê um pouco de relva
E dá alegria a algum caminho.

Se não puderes ser uma estrada,
Sê apenas uma senda,
Se não puderes ser o Sol, sê uma estrela.
Não é pelo tamanho que terás êxito ou fracasso...
Mas sê o melhor no que quer que sejas.

Pablo Neruda